Estou agradecido pela resistência, disse Lula em carta a manifestantes

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que "continua desafiando a Polícia Federal e o Ministério Público" a provarem os crimes que ele cometeu.

A "Carta do presidente Lula ao acampamento Lula Livre em Curitiba" foi tornada pública pelo PT e pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que no início da noite desta segunda-feira, 16, leu o documento aos apoiadores - acampados em vigília nas ruas do entorno da PF desde que ele foi preso, no dia 7.

A mensagem do petista começa com agradecimentos por tudo o que os manifestantes estão fazendo por ele. Segundo ela, Lula pediu para que o texto fosse lido para os militantes.

Lula, já demonstrando um pouco de descontentamento e ao mesmo tempo tentando ser otimista, falou que aguarda que um dia a Justiça no Brasil valha a pena. Ele reiterou que não cometeu nenhum crime e torce para que o culpado pelos atos ilícitos esteja preso no lugar dele.

Lula foi condenado por, no entendimento do juiz federal Sérgio Moro e dos três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ter recebido o tríplex como propina paga pela empreiteira OAS em troca de contratos na Petrobras. "Continuo acreditando na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado", afirmou o político na carta.

"Embora não tenha chegado ao conhecimento deste juízo qualquer informação de violação a direitos de pessoas custodiadas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, já dotadas de defesas técnicas constituídas, tampouco tenha sido expressa no ofício a motivação da aprovação da diligência, dê-se, desde logo, ciência à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e ao Ministério Público Federal", decidiu a juíza em despacho em que também tratou de vários outros pedidos de visita a Lula. Ele ressaltou que está sendo injustiçado.

A juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, autorizou a visita dos senadores da Comissão de Direitos Humanos para que eles pudessem ver como estão as condições da prisão do ex-presidente. O desafio de Lula à PF e a Moro, comentada na carta, pode não pegar bem e ser visto como um afronta à Justiça. "Eu tenho me comunicado com o presidente de forma escrita através do advogados porque não consegui visitá-lo", disse Gleisi. Segundo os advogados, seria um pedido pessoal do seu cliente.

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