Investigadores vão ter acesso a Douma na quarta-feira — Síria

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A missão da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq), que tenta investigar o suposto ataque com armas químicas contra Duma, não teve acesso ao local, segundo o Reino Unido.

"Na quarta-feira, prevemos a chegada dos especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ)", disse um alto responsável russo, numa conferência de imprensa na embaixada da Rússia em Haia, explicando que as estradas que levam a Douma estão ainda a ser desminadas. "Os resultados da investigação desmentirão as acusações" contra o regime de Damasco, disse uma fonte síria.

Segundo o oficial sírio, os investigadores da OPAQ iriam iniciar o seu trabalho em Douma, perto da capital da Síria, no domingo.

No sábado, durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, frisou que os acontecimentos em Douma pedem uma "investigação completa" e confirmou, na mesma ocasião, de que uma equipa de peritos da OPAQ já estava operacional no terreno para começar a investigar.

"Os funcionários sírios e russos que participaram nas reuniões preparatórias em Damasco informaram a equipa de investigadores de que ainda estão a resolver questões de segurança pendentes, antes que se possa realizar qualquer deslocação", disse hoje o director da OPAQ, Ahmet Üzümcü. "É essencial o acesso sem restrições [a Douma]".

Nesta segunda-feira, a Opaq deu início a uma reunião convocada em caráter de urgência, em Haia, sobre o suposto ataque químico de Duma.

O ataque em que o regime sírio teria utilizado armas químicas em Duma aconteceu em 7 de abril deixou 40 mortos e dezenas feridos. "Rússia e Síria precisam cooperar".

A versão dos Estados Unidos é de que a Rússia pode ter visitado o local do suposto ataque para manipular as evidências.

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