Jungmann afirma que milícias podem ter matado Marielle Franco

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Estão, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas.

O Ministro Extraordinário de Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta segunda, durante entrevista para a rádio CBN, que #Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada [VIDEO] em 14 de março junto com o motorista, Anderson Pedro Gomes, a hipótese de atuação de milicianos no envovimento do assassinato, que completou um mês neste sábado (14).

"Ainda que as cápsulas não estejam em sua totalidade, acredito que há pontos suficientes que permitem fazer uma identificação e aproxime de quem vem a ser (o autor do crime)", finalizou. E que eles [os investigadores] têm caminhado bastante. O ministro lembrou que casos como as mortes do servente de pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, e da juíza Patrícia Accioli, em 2011, levaram mais de um mês para serem resolvidos.

O chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Rivaldo Barbosa, está reunido com familiares de Marielle Franco na tarde desta segunda-feira. O encontro, que começou por volta das 14h15, tem como objetivo expor o andamento das investigações sobre a morte da parlamentar e do motorista Anderson Gomes.

O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) e a arquiteta Monica Tereza Benício, companheira da vereadora, compareceram ao encontro.

Segundo ele, porém, a Polícia Civil já entendeu "grande parte do cenário do crime", mas ainda faltam "procedimentos", disse. Ela foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça. Imagens de câmeras de segurança espalhadas pelo trajeto percorrido por eles mostram um carro seguindo o veículo em que Marielle estava.

A única sobrevivente, uma assessora da vereadora que estava no carro e tem o nome mantido em sigilo, deixou o país com a família por medo de represálias.

"Há um ânimo do general e da equipe de que estão avançando nesse trabalho de investigação, para que em breve possamos ter a elucidação dessa tragédia", disse Jungmann.

Na sua atuação política, a vereadora Marielle Franco costumava defender minorias e denunciar casos de violência contra moradores das favelas 'cariocas'.

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