May: ataque na Síria foi 'legal e moralmente correto'

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Ativistas da oposição e equipes de resgate afirmaram que houve um ataque químico no local em 7 de abril, realizado por forças do governo e que deixou mais de 40 mortos. Um argumento que Estados Unidos, França e Reino Unido utilizaram para justificar o ataque na madrugada deste sábado contra alvos sírios.

Uma visita de inspetores de armas químicas ao local de um possível ataque com gás na Síria foi adiada nesta segunda-feira, disseram autoridades britânicas e russas, e potências ocidentais e a Rússia trocaram acusações após ataques retaliatórios com mísseis liderados pelos Estados Unidos.

Os Estados Unidos já se pronunciaram sobre a tentativa de ataque, afirmando que não têm registo de atividade militar americana na zona.

A chefe do Governo do Reino Unido afirmou ainda que a intervenção "não foi feita porque o Presidente [dos EUA] Donald Trump pediu".

Para o primeiro ministro tcheco Andrej Babis, "o ataque contra o regime sírio que usa armas químicas para atacar a população civil era inevitável".

"Não declaramos guerra ao regime de Bashar Al-Assad", afirmou Macron em uma entrevista na televisão, no domingo, em sua primeira manifestação pública depois do bombardeio.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono. Ainda hoje, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirá para discutir a ofensiva contra a Síria.

A Síria, e os seus principais aliados, Federação Russa e Irão, responsabilizaram Israel por tal ataque, o que este país não confirmou nem desmentiu.

Reino Unido, EUA e França culpam a Síria, que tem apoio da Rússia, pelo ataque, mas o ditador Bashar al-Assad nega participação.

Hoje, será entregue ao Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução sobre a Síria, que inclui um novo mecanismo de controlo sobre o uso de armas químicas.

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