'Questão de interesse nacional': Theresa May explica ataques à Síria

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Os Estados Unidos estão preparados para levar a cabo novos ataques na Síria se o regime de Bashar al-Assad voltar a usar armas químicas contra a população civil. No início deste ano, as Nações Unidas disseram que Barzah abrigou assessores norte-coreanos.

"As armas químicas são uma ameaça para todos nós".

Segundo o general Joe Dunford, chefe do Estado-Maior americano, as forças ocidentais apontaram às 4 horas na Síria (22 horas de sexta-feira em Brasília) para três alvos vinculados ao programa sírio de armas químicas, um perto de Damasco e outros dois na região de Homs, no centro da Síria.

Há semanas, os membros do Conselho de Segurança da ONU vêm discutindo o uso de armas químicas pela Síria, mas a Rússia, que também integra o órgão, vetou tentativas de investigar se Assad usava ou não essas armas.

O líder sírio e a Rússia negam que tenha havido o uso de armas químicas em um ataque há pouco mais de uma semana a um subúrbio de Damasco, Douma, que era controlado por rebeldes.

O secretário americano da Defesa, Jim Mattis, detalhou que as forças americanas haviam empregado o dobro de munições em relação ao bombardeio de abril de 2017 contra a base militar de Al-Shayrat, perto de Homs. "Não há provas e, sem esperar o resultado da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq), conduziram os ataques", disse Teerã, em comunicado divulgado nas redes sociais. Do ponto de vista tático, esse tipo de munição é usado para expulsar combatentes de seus abrigos em residências, conforme o documento.

A acção combinou ataques aéreos e mísseis projectados desde navios no Mediterrâneo, segundo informação do Pentágono. O presidente agradeceu a participação da França e do Reino Unido por sua sabedoria e pelo poderio de seus excelentes militares.

Autoridades russas e sírias afirmaram que um número substancial de mísseis aliados foi abatido durante o ataque, mas segundo autoridades do Pentágono, nenhum dos mísseis da coalizão foi interceptado.

O Exército russo afirmou ontem que a defesa anti-aérea síria conseguiu interceptar 71 dos 103 mísseis de cruzeiro lançados na madrugada de sábado contra instalações do Governo de Damasco pelos Estados Unidos da América (EUA) e aliados.

A França anunciou em paralelo a apresentação em breve de uma nova resolução para ultrapassar "o impasse sírio".

Assad disse aos visitantes que os três países que realizaram o ataque lançaram uma campanha de "mentiras e desinformação" contra a Síria e a Rússia.

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