"Não sinto falta de estar na TV" — Jô Soares

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No início, Porchat relembrou sua participação no programa de Jô na Globo, onde teve seu talento revelado ao ser convocado da plateia e apresentar um número no palco. "Não fui [para o SBT] por dinheiro, fui para fazer o programa da minha vida e que tivesse a ver comigo".

Fora da Globo desde dezembro de 2017, o apresentador garante estar satisfeito com o fim de seu talk-show, que ficou no ar durante 16 anos. Se eu quisesse, eu teria continuado. Sinto que cumpri uma meta.

Ao longo da entrevista, Jô Soares não foge de nenhum assunto. "Foram 15 mil entrevistas", contou ele.

De todo modo, Jô fez questão de ressaltar essa disposição no "Programa do Porchat", como era no seu talk show.

Jô também teceu comentários sobre política e lamentou as críticas que recebeu após entrevistar a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015.

"Ele contou que um dia encontrou com uma cigana na Disney, e ela afirmou que ele morreria se desse entrevista para alguém. é claro que é mentira", disse. Ele foi acusado de ser petista, e críticos do Partido dos Trabalhadores chegaram a escrever na porta de sua casa: "Morra Jô Soares".

"De todos os candidatos à presidência que eu entrevistei naquela eleição, o Lula foi o que melhor falou sobre cultura". "Eu acho que o artista tem que ser anarquista, não pode ter filiação política nenhuma".

E determinado momento, Jô comentou com Porchat que ter o entrevistado do lado direito do entrevistador é um sinal de respeito, e por isso ele estava de parabéns.

Assuntos relacionados à ditadura militar, à censura, ao teatro - Jô Soares voltará aos palcos, como ator, em espetáculo que estreia neste primeiro semestre -, e às críticas também estarão na pauta da entrevista. Ele vai estrear uma peça. intitulada A Noite de 16 de Janeiro (sua data de nascimento).

A emoção tomou conta do estúdio do Programa do Porchat.

A entrevista será exibida em duas partes, ontem (18), foi ao ar a primeira parte e hoje, dia 19/04, continua o bate papo a partir das 23h45.

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