Fraudes no Seguro-Desemprego bloqueia mais de 7 mil requerimentos no Estado

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Na soma dos valores, mais de R$ 463 mil em fraudes foram detectados. Em números nacionais, os bloqueios em pouco mais de um ano já chegaram a 62 mil requerimentos, totalizando R$ 313,695.406,00.

Balanço divulgado pelo Ministério do Trablho nesta quarta-feira (9) mostra que o Rio Grande do Sul tem quase 7,3 mil requerimentos bloqueados desde a entrada em operação do sistema de Detecção e Prevenção à Fraude no Seguro-Desemprego (Antifraude), em dezembro de 2016.

O sistema Antifraude atua no cruzamento de dados e permite a detecção de indícios de fraudes, conluios e riscos associados à gestão de recursos do Seguro-Desemprego, em todas as suas modalidades, que são: Emprego Formal, Doméstico, Pescador e Bolsa Qualificação.

Esse mesmo processo já está sendo utilizado em todo o País e desde quando foi implantado teria contribuído na economia de R$ 965.589.391,00 aos cofres públicos, conforme informou o MTb.

As fraudes no seguro-desemprego em Três Lagoas chegaram a R$ 63 mil entre dezembro de 2016 e abril de 2018, segundo o Ministério do Trabalho.

A maioria dos casos foi registrada em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, com 7 mil fraudes bloqueadas, totalizando R$ 24,6 milhões.

"Construímos no Ministério do Trabalho uma Arquitetura de Informação, tipo Big Data, para combate à fraude", disse o secretário-executivo do MTb, Leonardo Arantes. Em todo o estado, R$ 11,2 milhões foram desviados desde começo da coleta. Há várias formas de fraudar o sistema, como a clonagem de dados de trabalhadores, atuações de agentes públicos ou até mesmo a prática corriqueira na sociedade do "acordo" entre empregado e empregador, para fins de recebimento indevido do seguro-desemprego.

Além de realizar o bloqueio, o ministério, em conjunto com a Polícia Federal, pode realizar operações para prender os fraudadores.

Em outra operação, no mês de fevereiro, foram cumpridos 19 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão nas cidades de Redenção e Conceição do Araguaia, no Pará, e São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão. "Com o Antifraude, nossa fiscalização impediu esse desvio", afirmou o ministro do Trabalho, Helton Yomura. O foco nos dois estados tem motivo: o Maranhão é o líder do ranking de fraudes descobertas, enquanto o Pará ocupa a terceira posição, atrás do estado de São Paulo, que está em segundo. "O governo federal complementa 50% do valor reduzido até o teto de 65% do valor máximo da parcela do seguro-desemprego", explica. E no Pará, com quase 8,5 mil casos interceptados, a economia alcança mais de R$ 45 milhões.

"Esses recursos devem ser pagos aos trabalhadores em um momento de dificuldade, que é o desemprego, mas criminosos estavam desviando o dinheiro na Paraíba".

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