Ministro da Saúde português reage a pedido de demissão

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Afinal, o PSD pediu ou não a demissão do ministro da Saúde?

O ministro da Saúde português considera que o pedido para a sua demissão feito hoje (11) pelo PSD "não tem nenhum sentido" e que não é mais que um "exercício de campanha eleitoral" do PSD, principal partido de oposição ao governo do socialista António Costa. Independentemente de o seu partido poder solicitar a demissão de um membro do Governo, Rio limitou-se a frisar: "Pode, mas não é propriamente o meu estilo".

"O que nós sugerimos, vou repetir a palavra, sugerimos ao senhor ministro da Saúde é que (.) possa repensar a sua função, a sua presença no Governo". Em declarações ao Expresso, o também médico Baptista Leite reconhece que o pedido de demissão não constava dos apontamentos preparados para levar ao plenário, mas acabou por fazê-lo na sequência do teor das declarações do ministro.

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, desvaloriza o repto lançado pelo PSD para que o ministro da Saúde abandone o seu cargo. "Face ao descalabro em que está instalado o Serviço Nacional de Saúde, a única atitude séria que se podia esperar do senhor ministro da saúde era a sua demissão hoje, aqui e agora", afirmou Ricardo Batista Leite, citado pela Lusa.

O PÚBLICO sabe que Rio mostrou muito incómodo com as notícias em torno do pedido de demissão mas que essa foi a indicação dada pelo vice-presidente da bancada Adão Silva ao deputado para a sua intervenção no plenário.

Com os jornalistas à espera que o líder parlamentar Fernando Negrão saísse do plenário para o confrontar com as declarações, foi Adão Silva que veio dar a cara pela situação, garantindo que não houve um pedido mas sim uma sugestão para que se demitisse.

Questionado se as afirmações do presidente do PSD não desautorizam a bancada, o vice-presidente da bancada do PSD negou. "Faz parte do exercício quase quinzenal". "A conversão da sugestão em ideia imperativa não foi nossa, estamos absolutamente sincronizados com o líder do PSD, dr. Rui Rio", afirmou.

Nestas declarações aos jornalistas, Adalberto Campos Fernandes lembrou que, historicamente, os ministro da Saúde são sempre alvo de pedidos de demissão.

O líder social-democrata precisou que não assistiu ao debate, mas, pelo que lhe contaram, "o que se passou não foi nenhum pedido de demissão". "No final da intervenção fez apelo ao voto no PSD".

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