Mercado reduzem estimativa de inflação e de alta do PIB em 2018

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Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,70% para 2,51%. Expectativas inflacionárias ancoradas, recuperação gradual da atividade e dados mais fracos do que o esperado no primeiro trimestre do ano formam o contexto que justifica o prognóstico. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

As estimativas são do boletim Focus, publicação divulgada às segundas-feiras pelo Banco Central (BC), na internet.

A estimativa está abaixo do centro da meta que é 4,5% este ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%.

De acordo com o boletim, a expectativa do mercado para a inflação em 2018 recuou de 3,49% para 3,45% na semana passada.

Divulgação/Google MapsProjeção de inflação cai juntamente com estimativa do PIB, conforme Banco Central.

O Itaú chama atenção para mudanças relevantes que ocorreram desde o último encontro do Copom e que trouxeram "sinais ambíguos" para a política monetária.

Agora, quando a instituição opta por diminuir o índice dos juros básicos, a ideia é fazer com que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, nesta semana - quando se reúne o Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continua em 8% ao ano. "O BC não deve reduzir a Selic nessa semana, em sinal de cautela, diante das turbulências internacionais", diz, referindo-se à alta do preço do petróleo e à valorização do dólar. Na última sexta-feira (11), o dólar chegou a R$ 3,60, o maior valor em quase dois anos. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

- 2018: estimativa subiu de R$ 3,37 para R$ 3,40. Já a expectativa para o câmbio médio no próximo ano seguiu em R$ 3,40, ante R$ 3,35 de um mês atrás.

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