Análise: IBC-Br confirma desempenho fraco no primeiro trimestre

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O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado pelo mercado como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, recuou 0,13% no 1º trimestre na comparação com o último período de 2017.

Em março, comparado ao mesmo mês de 2017, houve queda de 0,66%.

Em março, a produção industrial encolheu e terminou o primeiro trimestre estagnada, enquanto o setor de serviços apresentou nos três primeiros meses do ano contração de 0,9 por cento. O patamar de 142,26 pontos é o pior para meses de março desde 2016 (141,00 pontos).

O IBC-Br é uma espécie de prévia do PIB e incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o IBC-Br acusou crescimento de 0,86% (sem ajuste para o período). A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 2,6%, sendo que este número foi informado em março. O intervalo esperado variava de queda de 0,4% a alta de 1,6%.

Já o Ministério da Fazenda projeta PIB de 3,0% em 2018.

Suas contas para o PIB, ainda em processo de revisão, devem ser reduzidas a crescimento de 0,5 por cento no primeiro trimestre sobre o quarto ante cerca de 1 por cento antes, rebaixando o cálculo para o ano de 3 por cento para algo entre 2,5 e 3 por cento. Em janeiro, o índice foi de -0,65% para -0,66%. O dado de novembro foi de +0,36% para +0,37% e o de outubro passou de +0,27% para +0,26%. Para a maioria que acredita numa última poda de 0,25 ponto, para 6,25%, o elemento mais forte de convicção é o de que não promover esse último corte na taxa básica contrariaria a linha de comunicação até agora reafirmada sem ambiguidades pelo BC.

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