Delator da Lava Jato é preso em operação da Polícia Federal

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Também conhecido como o "embaixador do tráfico", Cabeça Branca é apontado pela PF como o maior narcotraficante do Brasil e um dos maiores do mundo. Ao todo, oito pessoas foram presas. "A Procuradoria Geral da República e Supremo serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto a "quebra" do acordo firmado", diz a nota da PF. No acordo feito na época, Ceará delatou os políticos Fernando Collor de Mello, Aécio Neves, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues. A ação da Polícia Federal também resultou na prisão de um doleiro que já era investigado pela Lava Jato. Em seu acordo de colaboração, ele disse que mantinha contato com Youssef por vender vinhos, relógios e joias. Antes, em 2013, Ceará já trabalhava para traficantes, ainda de acordo com o delegado. A Operação Efeito Dominó cumpriu ainda dois mandados de busca e apreensão, um na capital e outro em Cabedelo.

Uma pessoa foi presa em João Pessoa durante uma operação da Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (15), contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. Os outros presos desta manhã faziam o papel de "maleiro" para os operadores ou de "laranja" para Cabeça Branca.

Em Campo Grande, são cumpridos um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva.

Cerca de 90 policiais cumprem 26 ordens, sendo 18 de busca e apreensão, 5 de prisão preventiva e 3 de prisão temporária nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal.

A nova ação do Ministério Público Federal mira doleiros, figuras frequentes em esquemas de corrupção e há décadas na mira das autoridades brasileiras FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK DARIO MESSER É UM DOS PRINCIPAIS ALVOS DA OPERAÇÃO CÂMBIO, DESLIGO A Operação Câmbio, Desligo prendeu 37 pessoas suspeitas de transações financeiras ilegais no país e no exterior.

- A gente tem indícios de um link direto do dinheiro do narcotráfico indo parar na mão de políticos corruptos (.) Eles não estão interessados em saber a origem, eles querem receber. "Eles são prestadores de serviço, especializados em remessa de dinheiro para o exterior".

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde permanecerão à disposição da Justiça Federal. Ele teria movimentado R$ 500 milhões entre 2014 e 2017, apenas com o dinheiro do tráfico.

O suspeito foi preso em julho de 2017 durante a Operação Spectrum.

A estratégia da operação, conforme a PF, é baseda na ligação de interesses das atividades ilícitas dos "clientes dos doleiros" investigados.

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