Ex-presidentes da França e Espanha questionam prisão de Lula

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Seis ex-chefes de Estado e de governo europeus, entre eles o francês François Hollande e o espanhol José Luis Rodriguez Zapatero, assinaram um comunicado que exige a participação de Lula nas eleições presidencias de 2018, para "se submeter livremente ao sufrágio do povo brasileiro".

“A prisão precipitada do presidente Lula, incansável artífice da diminuição das desigualdades no Brasil e defensor dos pobres, só pode suscitar nossa comoção”, afirmam os signatários do manifesto.

Os signatários são o ex-presidente da França François Hollande, o ex-presidente da Espanha José Luis Zapatero, o ex-primeiro ministro da Bélgica Elio Di Rupo, e os italianos Massimo D'Alema, Romano Prodi e Enrico Lettam todos ex-presidente do Conselho de Ministros da Itália. Com o título "Chamada de Líderes Europeus em apoio a Lula", o manifesto, segundo a agência EFE, foi organizado por Jean-Pierre Bel, enviado pessoal de Hollande para a América Latina (2015-2017) e ex-presidente do Senado francês (2011-2014). A luta legítima e necessária contra a corrupção não pode justificar uma operação que questiona os princípios da democracia e o direito dos povos de eleger os seus governantes.

No documento, os seis líderes também demonstram “uma séria preocupação”, em relação ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, e destacam que ela foi “democraticamente escolhida pelo seu povo e cuja integridade jamais foi posta em interdição”. Por fim, eles solicitam que Lula seja candidato.

Em janeiro deste ano, Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso envolvendo um tríplex no Guarujá, no litoral paulista. Ele se entregou dois dias depois e, desde então, está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba. O ex-presidente deve inscrever sua candidatura e terá de ir à Justiça Eleitoral para evitar a impugnação de seu nome.

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