'Fiquem atentos', diz Trump sobre possíveis desdobramentos de negociações com a China

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Após a ZTE, fabricante chinesa de smartphones, ter anunciado o encerramento de suas atividades em prol de algumas proibições comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos, eis que o presidente Donald Trump se manifestou no Twitter comunicando que pretende salvar a ZTE.

Com isso, uma multa de US$ 1,2 bilhão, ou seja, de R$ 4,3 bilhões foi aplicada a ZTE, que foi forçada a demitir quatro funcionários seniores e a aplicar restrições salariais e de bonificações a outros 35 colaboradores. O presidente norte-americano indicou hoje que está a trabalhar com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, numa solução que permita ao grupo de telecomunicações ZTE, alvo de sanções, "retomar depressa a sua actividade". Na rede social, Trump disse que está trabalhando com Xi para dar à ZTE "uma maneira de voltar a fazer negócios rapidamente".

"Muitos empregos foram perdidos na China". Economistas avaliam que essa política de Talião acabará por deixar o mundo inteiro cego, com EUA e China empurrando todas as nações para um período de longa e profunda recessão, pondo em risco as negociações entre países e a globalização como um todo.

Relativamente às tensões comerciais com a China, a acalmar um pouco os receios dos investidores esteve a posição conciliadora revelada por Trump face à chinesa ZTE Corp. Uma proposta de Trump para reverter as punições, certamente, aliviaria a tensão entre as duas potências.

Até o momento nenhuma das partes envolvidas (seja o Departamento de Comércio dos EUA, a Casa Branca, o governo chinês ou a ZTE) se pronunciaram oficialmente e tudo o que temos é o tweet do Trump, mas dada a atual situação entre EUA e China é muito provável que para evitar um cenário que prejudique ambos países e o comércio global por tabela, a ZTE acabe sendo resgatada e volte a realizar comércio com empresas americanas.

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