Joesley Batista é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

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O MPF ainda denunciou à Justiça o atual presidente da OAB do Distrito Federal, Juliano da Costa Couto, pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, e mais duas pessoas: Willer Tomaz por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional e André Gustavo por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional.

A acusação contra Joesley e Assis foi apresentada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) porque também foi denunciado o procurador da República Ângelo Goulart Villela, que tem foro privilegiado.

A peça é assinada por Gustavo Velloso, Marcelo Serrazul e Bruno de Acioli, da PRR-1 (Procuradoria Regional da República na 1ª Região).

Na denúncia, protocolada no fim de abril, o MPF rastreou a transferência de R$ 3,7 milhões da Eldorado para o escritório de Willer, mas não aponta em detalhes de qual forma esses recursos foram repassados para os demais.

Blindados com imunidade total nas delações firmadas com a PGR durante a gestão do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, os executivos do Grupo J&F tiveram os acordos rescindidos pela Procuradoria sob a alegação de que omitiram informações. O advogado do procurador Angelo Villela, Gustavo Badaró, afirmou que seu cliente não cometeu nenhum ato ilícito, que não há nenhum fato novo desde a deflagração da Operação Patmos, em maio do ano passado, e que a denúncia é baseada em elementos frágeis. Ângelo Goulart Villela e Willer Tomaz chegaram a ser presos na Operação Patmos, em maio de 2017, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas vieram posteriormente a ser libertados. O publicitário André Gustavo Vieira, já condenado em uma ação penal da Lava Jato em Curitiba, também participou da intermediação.

"Em nota, Willer Tomaz classificou os fatos da denúncia de "fake News" e diz que as delações foram revogadas "em razão da falta de credibilidade dos delatores". Em outros momentos, suas palavras não são dignas de confiança e suas afirmações não fazem sentido. "Trata-se de um verdadeiro buffet, com perdão pelo estilo, no qual o MPF escolhe ao bel prazer o que lhe interessa, tomando alguns trechos dos depoimentos como verdade absoluta, dogma solar que tudo toca, e outros como a mais absurda das mentiras", disse na nota.

Há um impasse jurídico já que, ao menos em tese, os delatores da JBS não poderiam ser acusados porque firmaram acordo de delação que lhes garantiria segurança jurídica em troca de uma colaboração de informações plena. "Lamentável. Mas confio no judiciário brasileiro". "A denúncia foi toda estruturada tendo como base exclusivamente as delações revogadas", afirmou.

Os outros denunciados também foram procurados, mas não responderam até a publicação da reportagem.

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