Marcelo "vexado" com agressões no Sporting

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Marcelo Rebelo de Sousa reagiu, esta quarta-feira, em Leiria, às agressões aos jogadores e equipa técnica do Sporting que ontem tiveram lugar no centro de treinos do Sporting, em Alcochete.

"Sob pena de permitirmos escaladas que são más para o desporto português e são más para a sociedade portuguesa como um todo", enfatizou o Presidente. O Presidente da República salienta que foram acontecimentos "graves" e "não podemos fazer de conta" ao ver a escalada de violência "crescer" no futebol e no desporto.

"Este tipo de factos, potencialmentre criminosos, nomeadamente esta atuação coletiva, não é uma atividade isolada, tem um contexto que conhecemos bem - o aumento da violência no futebol profissional", referiu ainda.

"Marcelo Rebelo de Sousa começou por frisar que "quem faz a foto deve estar do lado direito", que é necessário ter um braço longo" para ter uma "boa perspectiva".

Marcelo disse ainda que não podem existir dois "Portugais, um democrático e outro que vive à margem do estado de direito democrático".

PRESIDENTE MARCELO SENTE-SE “VEXADO”
Marcelo Rebelo de Sousa e o ataque na academia do Sporting: «Sinto-me vexado»

Daí que Marcelo refira que "há leis, uma Constituição, um clima de serenidade" que ver cumpridos e criado. "Neste momento tenho o sentimento de alguém que se sente vexado pela imagem que se propaga em Portugal e no Mundo".

O canal France 2 esteve em Lisboa a acompanhar o Festival Eurovisão da Canção e conversou com Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém.

"Não pode continuar sob pena de uma escalada que vai destruir o futebol português e desprestigiar cá dentro e lá fora". "Vexado porque Portugal é uma potência no futebol profissional e vexado pela gravidade do que aconteceu".

"Não podemos fazer de conta como muitas vezes fazemos". Temos de travar a escalada. "Se não for travada agora, quando o for, mais adiante, será por meios muito mais drásticos", sublinhou.

Esta terça-feira, 15 de maio, cerca de 50 indivíduos de cara tapada, alegadamente adeptos 'leoninos', invadiram a Academia e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic, assim como o treinador Jorge Jesus e outros membros da equipa técnica.

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