Ministro Adjunto pede "escusa de intervir" no processo que envolve a EDP

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António Costa deferiu o pedido de Pedro Siza Vieira a 14 de Maio, dispensando-o de "intervir em matérias relacionadas com o sector eléctrico enquanto se encontrar em curso a OPA" à EDP e à EDP Renováveis.

O primeiro-ministro, António Costa, aceitou o pedido de escusa do seu ministro-Adjunto, Pedro Siza Vieira, que não quer intervir em matérias relacionadas com o sector eléctrico.

Acrescentou que o pedido foi deferido, nos termos do Código de Conduta do Governo.

Pedro Siza Vieira foi sócio daquela firma durante 16 anos e quando entrou para o governo - refere-se ainda - acordou a amortização da sua quota nessa sociedade e cessou toda a ligação com ela. O ministro considera que a situação "pode suscitar dúvidas", dado que Siza Vieira "vinha acompanhando, em conjunto com outros membros do Governo e por minha determinação (de António Costa) diversos assuntos relativos ao setor energético".

A China Three Gorges (que já é o maior acionista da EDP, com 23,27% do capital social) lançou uma Oferta Pública de Aquisição voluntária sobre o capital da EDP, oferecendo uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação, mais 4,82% face ao fecho do mercado na sexta-feira, de 3,11 euros.

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