PF prende 8 pessoas por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas

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Entre os presos estão dois doleiros já conhecidos pela PF - um deles alvo da Lava- Jato e outro, da Operação Farol da Colina. Além de mandar o dinheiro para o exterior e converter o dinheiro em real, a dupla também comprava imóveis para Cabeça Branca. O delegado da Polícia Federal responsável pela Operação Efeito Dominó, Roberto Biasoli, disse ao UOL que "há indícios de um vínculo muito claro do dinheiro do narcotráfico, em espécie, indo parar nas mãos de políticos".

A quadrilha movimentava U$S 140 milhões de dólares com o tráfico internacional de drogas. A droga era enviada para a Europa.

Segundo o delegado Elvis Secco, atualmente nos Estados Unidos investigando um braço da quadrilha do traficante, Cabeça Branca teria usado cerca de 200 nomes (entre pessoas físicas e jurídicas) para lavar cerca de R$ 100 milhões entre 2014 e 2017, apenas no Mato Grosso.

A operação Efeito Dominó é um desdobramento da Operação Spectrum após as investigações que começaram em 2017. No total, 90 policiais cumpriram 26 mandados, sendo 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva, e três de prisão temporária.

A operação cumpriu mandados nas cidades de Dourados, Amambai, e na Capital em Mato Grosso do Sul.

A investigação da PF aponta que Cabeça Branca comandou um esquema de tráfico de drogas na América do Sul por pelo menos 20 anos.

A estratégia, segundo a polícia, é baseada na ligação de interesses das atividades ilícitas dos clientes dos doleiros investigados.

Um dos alvos é o doleiro Carlos Alexandre, o Ceará, delator da Lava Jato.

O doleiro Carlos Alexandre Souza Rocha, o Ceará, que trabalharia para Cabeça Branca, declarou na delação premiada, que foi homoloada na justiça, ter feito repasses para os senadores alagoanos Renan Calheiros (MDB), Fernando Collor e o mineiro Aecio Neves (PSDB), além de Randolfe Rodrigues (Rede). "A Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto à "quebra" do acordo firmado", diz a nota da PF. De acordo com os investigadores, eles foram alvos de investigações pela mesma prática criminosa.

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