Xanana Gusmão consolida maioria absoluta em Timor-Leste

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Se estes resultados se mantivessem, a AMP teria uma maioria absoluta de 34 lugares no parlamento nacional, com um total de 65 lugares.

Na opinião de vários analistas seria muito difícil a AMP perder as eleições em virtude de ser liderada pelos dois comandantes guerrilheiros, Kay Rala Xanana Gusmão (presidente do CNRT e líder histórico da resistência) e Taur Matan Ruak (presidente do PLP).

A Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin), aos comandos da coligação minoritária do executivo cessante, ficou no segundo lugar, elegendo 23 deputados. Atualmente, os partidos que compõem a AMP têm 35 assentos no parlamento timorense.

Nenhuma das outras oito forças políticas conseguiu chegar à barreira dos 4 por cento de votos válidos que é necessária para conseguir eleger deputados.

Pela primeira vez no Parlamento estará a Frente de Desenvolvimento Democrático (FDD) - uma coligação de quatro pequenos partidos - que terá três lugares e que obteve quase 34 mil votos ou 49,56% do total.

Os números serão agora reconfirmados pela Comissão Nacional de Eleições, embora se trate apenas de uma verificação das atas eleitorais, e não de uma nova contagem, e posteriormente validados pelo Tribunal de Recurso.

É nessa fase que é decidida, com a presença dos partidos, a distribuição dos quase 600 votos "reclamados", ou seja, votos em que, no momento de contagem, houve disputa sobre a quem deveriam ser atribuídos.

Três anos depois de deixar o cargo, Xanana Gusmão vai regressar à liderança do governo em Timor-Leste.

De referir que a AMP venceu na maioria dos municípios, em concreto Aileu, Ainaro, Bobonaro, Covalima, Dili, Ermera, Liquiçá, Manatuto, Manufahi e ainda na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA) e no centro instalado na Coreia do Sul.

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