PF faz Operação Efeito Dominó contra lavagem de dinheiro do tráfico

Ajustar Comente Impressão

Ao todo, oito pessoas foram presas. Em nota, a PF informou que identificou 'uma complexa e organizada estrutura destinada à lavagem'.

"Quanto ao operador financeiro (doleiro) já investigado da Operação Lava Jato, chama atenção o fato de ter retornando às suas atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal".

Como delator da Lava Jato, Ceará mencionou os políticos Fernando Collor de Mello, Aécio Neves, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues. O principal alvo da operação de ontem fou o delator da Lava, conhecido como Ceará, braço direito do doleiro Alberto Youssef. A operação é intitulada 'Efeito Dominó'. O empresário já havia sido alvo da PF na investigação da Operação Farol da Colina, no Caso Banestado.

A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (15/5), 26 mandados, sendo cinco de prisão preventiva, três de temporária e 18 de busca e apreensão. Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. "O Cabeça Branca era muito restrito, eram poucas as pessoas que tinham contato direto com ele".

A quadrilha movimentava U$S 140 milhões de dólares com o tráfico internacional de drogas. "O dinheiro sujo não tem origem nem dono, usa-se para fazer o que precisa ser feito no mundo do crime", afirmou Biasoli. "Eles são prestadores de serviço, especializados em remessa de dinheiro para o exterior".

O delegado que atuou na prisão de Cabeça Branca e que participou da deflagração da Efeito Dominó afirmou, em entrevista coletiva, que existem suspeitas de vínculo entre o tráfico e o dinheiro de propina destinado a políticos. Os presos, segundo o delegado são doleiros e lavadores de dinheiro. Nas buscas foram apreendidos R$ 40 mil e diversos documentos fiscais na empresa de blindagem. A operação desta terça-feira (15) apreendeu mais de R$ 200 milhões em imóveis que estavam em nome de laranjas.

A estratégia, segundo a polícia, é baseada na ligação de interesses das atividades ilícitas dos clientes dos doleiros investigados. De um lado, havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas, segundo a PF.

Sempre sob as ordens de Cabeça Branca, a família arranjava laranjas que forneciam nomes para as transações. Ele ainda responde a outros processos na Justiça Federal. Não há ninguém do nível de Cabeça Branca sendo procurado pela Polícia Federal no momento. De lá, a droga era transportada em caminhões para a região Sudeste, de onde ela era enviada, principalmente, à Europa e América do Norte.

A polícia suspeita ainda que a compra de fazendas era apenas uma das formas encontradas por Cabeça Branca para lavar o dinheiro que ele ganhava com a venda de cocaína.

Comentários