Presidente do INSS é demitido após polêmica envolvendo contrato

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O presidente do INSS, Francisco Lopes, foi demitido do cargo nesta quarta-feira (16/5). A informação foi confirmada pelo Ministério do Desenvolvimento Social ao qual o INSS é subordinado. A demissão será formalizada em uma edição extra do "Diário Oficial da União" (DOU).

A exoneração foi encaminhada à Casa Civil e determinada após o jornal O Globo revelar que ele contratou a empresa RSX Informática Ltda, cuja sede funcionava numa loja destinada a venda de bebidas, para fornecer programas de computador ao órgão.

Ainda segundo informações do jornal, o contrato tinha o objetivo de fornecer programas de computadores para o órgão e foi assinado em abril, mesmo com o parecer de técnicos do INSS certificarem que os programas não terem utilidade alguma.

Após liberar o pagamento de R$ 4 milhões à empresa sem receber nenhum serviço, Lopes - indicado pelo PSC em dezembro do ano passado- admitiu que autorizou o gasto sem verificar a procedência da empresa, o que teria sido a gota d'água e determinado a decisão do titular do ministério, Alberto Beltrame, de demiti-lo.

Conforme a reportagem do jornal "O Globo", a RSX fica em uma pequena sala comercial, em um prédio residencial, em Brasília, e se parece com uma distribuidora de bebidas.

Nos últimos 12 anos, levamos nossos serviços a diversos órgãos públicos, como os ministérios da Integração, do Trabalho e Emprego, Petrobras, Funasa, Fundação Banco do Brasil e INEP, sempre por meio de processos de licitação pública com contratos protegidos por cláusulas de confidencialidade. Além desta funcionária, tem um técnico de informática. Os textos tendenciosos divulgados até agora têm o objetivo claro de impor ares de ilegalidade a processos públicos legais de licitação e de contratação de nossos produtos e serviços.

Um dos donos da RSX, Raul Maia admite não ter condições de produzir o que se comprometeu a entregar.

"A gente compra a licença e revende para o cliente".

O INSS cancelou o contrato e divulgou uma nota informando a abertura de uma diligência para investigar o caso.

A área técnica do INSS chegou a alertar Francisco Lopes sobre o contrato quando verificou o tipo de programa de computador e o volume de recursos envolvidos.

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